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A Osteoporose

É uma enfermidade caracterizada pela diminuição da massa óssea e alteração na estrutura do tecido ósseo o que leva a uma redução na resistência física do osso e a um risco aumentado de fraturas. É o distúrbio ósseo mais comum e é causa indireta de letalidade nos idosos face às conseqüências das fraturas.

É uma doença quase que totalmente evitável já que as medidas preventivas são eficazes. Não é uma doença nova ou recém -descoberta como alguns pensam. O destaque que a osteoporose ganhou na medicina e consequentemente na mídia é fruto da maior longevidade da população o que exigiu maior atenção para seu malefício maior que são as fraturas.

O pico de massa óssea ocorre por volta dos 20 anos de idade e se mantêm razoavelmente estável ou com declínio ligeiro até os 40 anos. A partir daí se observa um declínio mais marcante até a menopausa nas mulheres quando ocorre uma grande e rápida perda óssea. Cerca de 25% das mulheres perde metade da massa óssea nos primeiros 6 anos pós-menopausa pela falta do estrógeno que enfraquece os ossos em virtude de suas interações com outros hormônios, em especial a calcitonina produzida na tireóide.

Existe a osteoporose secundaria a diversas outras doenças e também derivada do uso crônico e continuo de medicamentos como os corticoides, anticonvulsivantes e diuréticos.

As mulheres brancas, magras, fumantes, com historia familiar de fraturas, sem filhos, sedentárias e com menopausa precoce natural ou artificial são o grupo mais susceptível a desenvolver osteoporose.

Clinicamente é uma doença silenciosa cuja primeira manifestação é geralmente uma fratura de maior porte. Nos idosos, a perda de estatura, a gibosidade dorsal e as dores na coluna devido às microfraturas dos corpos vertebrais são um achado freqüente.

Questiona-se a possibilidade de dores nos membros como sendo manifestação de osteoporose. É um assunto controverso, mas os estudos em geral não confirmam esta possibilidade. É possível que as dores difusas e crônicas possam ter outras causas e entre elas citamos as alterações hormonais e emocionais presentes no período pós menopausa que atuando nos mediadores químicos da dor os deixem com menor limiar de tolerância. Esta hipótese pode ser sustentada pelo alivio destes sintomas com o uso de estrógenos e antidepressivos, sem que haja alteração substancial da densidade óssea.

Os exames complementares usados são a densitometria óssea e as radiografias de bacia e coluna. A densitometria é considerada mais sensível embora dificuldades com o software empregado traga com freqüência resultados contraditórios o que pode se explicar pela multiplicidade étnica brasileira em contraste com uma maior uniformidade racial na Europa e Eua.
Sua importância reside na detecção precoce e no monitoramento de perda óssea, importante em mulheres que sofrem menopausa precoce ou castração cirúrgica. Tem sido, no entanto, usada em excesso e às vezes de forma aleatória e sem critérios definidos o que representa aumento de custos desnecessário para os sistemas de saúde.

As radiografias são usadas com segurança pelos ortopedistas e são muito mais baratas, continuando a ser uma opção válida como complemento ao raciocínio médico, apesar de sua menor sensibilidade. O índice de Singh é ainda hoje uma opção valorosa para previsão de risco de fratura no colo femoral.

Importante frisar que as medidas de prevenção não podem se basear apenas em exames complementares e sim numa avaliação ampla das condições da paciente, do seu histórico médico e familiar e do estilo de vida (hábitos, dieta, etc.).

- É um grande equivoco não implementar as medidas de prevenção e suplementação de cálcio e vitamina D numa mulher na quinta e sexta décadas e com um resultado de densitometria dentro da faixa "normal".

Construir ou refazer o "estoque ósseo" é o grande objetivo, sempre!

O tratamento tem como fundamento a prevenção e ao menos no período do climatério devemos oferecer uma suplementação de cálcio e vitamina D, programas de exercícios físicos adequados e individualizados e uma dieta rica em cálcio e fibras alem de exposição moderada ao sol, com os cuidados adequados.

25% das mulheres irão necessitar medicamentos que atuem sobre a densidade mineral óssea e dentre eles se destacam os alendronatos, que são os bifosfonatos com maior experiência clinica atualmente.

A reposição hormonal no período imediato pós-menopausa (até 6 anos) é muito benéfica para os ossos e deve ser feita caso não existam contra-indicações de outra natureza.

Uma vez que se inicia o tratamento, a paciente não deve abandona-lo e é necessário que haja contato periódico com o médico assistente.

As medidas de prevenção e terapêutica devem ser sempre individualizadas e adaptadas ao quadro geral de cada pessoa.

  • Numa perspectiva de longo prazo a osteoporose, por ser plenamente evitável, poderá se tornar nos próximos séculos quase que um registro histórico e sua abordagem futura deve caminhar para ser definitivamente vista como uma questão de saúde pública, merecedora de um trabalho que envolva toda a população em ações preventivas a serem iniciadas ainda intra-útero e reforçadas na adolescência em ambos os sexos, no período do climatério e pós- menopausa nas mulheres.
  • A necessidade diária de cálcio é estimada em no mínimo 1.000 mg e em 1.600 mg na adolescência e pós- menopausa. As diferenças entre as formas de apresentação (citrato ou carbonato de cálcio) são pouco significativas na pratica. Na média, suplementos mínimos de 500 mg são recomendados para quase toda a população pois a dieta da maioria prove em torno de 600mg.A vitamina D tem função de melhorar a absorção de cálcio e deve ser administrada em conjunto.

Atenciosamente,
Dr. Elmano Loures

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